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| O uso de células reprogramáveis a estado quase embrionário não gera polêmicas ou embates éticos causado pelo estudo do uso das células-tronco. |
A ciência sempre encontra formas de contornar as barrerias éticas impostas por crenças ou pela cultura. E para contornar questões polêmicas levantadas pelo uso de células-tronco embrionárias, uma nova pesquisa no Japão conseguiu gerar células em estado quase embrionários a partir de células adultas. O objetivo era recuperar a imaturidade da célula e a capacidade de se diferenciar em todos os tipos celulares, dependendo do ambiente em que se encontram (as iPS).
Sexta-feira passada (12/09) foi realizada a primeira intervenção cirúrgica envolvendo as iPS, também conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas, e foi o primeiro teste no mundo realizado em humanos para averiguar a eficácia desta técnica de medicina regenerativa. O teste foi realizado em uma paciente de 70 anos, segundo a equipe médica da Fundação para a Investigação Biomédica e Inovação (Ibri) de Kobe (oeste), associada a Masayo Takahashi, diretora do Instituto Público Riken.
Há um ano o Ministério da Saúde japonês aprovou o projeto piloto proposto pela Ibri, o que viabilizou o experimento. Na cirurgia para tratar uma variante da degeneração macular associada à idade (DMLA), que é a principal causa da cegueira em pessoas com mais de 55 anos nos países industrializados, os cientista criaram células da retina da paciente a partir de células iPS e as implementaram. Sem dúvida um dos maiores passos dado pela ciência até o momento
Em 2012, o pesquisador japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon receberam o Prêmio Nobel de Medicina pela criação de um método que permite reprogramar células adultas em células-tronco; as informações são da AFP.
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| Um novo teste de urina pode poupar tempo crucial no diagnóstico de infecções do trato urinário causadas por micróbios resistentes aos medicamentos tais como Escherichia coli (na imagem). |
Cientistas relataram no último domingo (07/09) na Conferência de Interciência sobre Agentes Antimicrobianos e Quimioterapia um método novo, rápido e inovador para diagnosticar e reduzir os atrasos no tratamento de infecções urinária.
Segundo o site de notícias,
Science News, somente nos EUA, as bactérias são responsáveis por 8,6 milhões de casos de ITUs (Infecções do Trato Urinário) anualmente. Até então, para combater esse problema, os antibióticos eram a primeira opção, mas os micro-organismos estão evoluindo e se tornando resistentes aos medicamentos.
A dectecção da doença é feito através de uma amostra de urina. Mas o processo é demorado, o que pode contribuir positivamente para o aumento e desenvolvimento da doença durante o processo de análise. O novo método, porém, requer um tempo de 30 minutos.
A análise foi realizada da seguinte maneira: os pesquisadores adicionaram um líquido vermelho que muda de cor com a acidez provocada pelas bactérias a partir de uma amostras de urina. Se as bactérias fazem as enzimas antidrogas, a acidez aumenta no líquido e a amostra fica amarela. Em um estudo com 450 amostras de urina, a precisão do exame - 98% - rivalizava com métodos mais lentos que crescem bactérias. O novo teste custaria cerca de 2 a 3 dólares, por exemplo.
O novo método pode ajudar os médicos a escolherem mais cedo qual medicamento e que quantidade usar para tratas as ITUs.